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Para além da biografia

  • Foto do escritor: CGAMello
    CGAMello
  • 1 de abr.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 29 de abr.

Inaldo Raimundo Rodrigues Goulart nasceu em 30 de agosto de 1924, em

Alcântara, no Maranhão; era um virginiano crítico e organizado. Foi criado em São Luís, onde viveu até o início da juventude.


Filho mais velho entre quatro irmãos, perdeu a mãe tuberculosa aos oito anos de idade. O pai refez a vida, formando nova família e os filhos do primeiro casamento foram “distribuídos” entre parentes. Ele foi acolhido por uma tia de nome Benedita, a quem

todos chamavam carinhosamente de “Didida”. Ela era irmã do seu pai, a quem teve como mãe verdadeira e amou por toda a vida, sendo criado ao lado de seus outros dois filhos, primos de Inaldo: Hernani e Lisieux.


Na adolescência e juventude, ajudava o pai adotivo no Hotel Central de São Luís, do qual era proprietário. Casou-se em 1951, com Maria do Socorro (também maranhense), numa união que durou mais de 40 anos, até que a morte os separasse. Partiram de São Luís para o Pará, Rio de Janeiro e, depois, para Brasília. Tiveram uma única filha (Cláudia - jornalista e escritora) e uma neta (Natália - médica).


Desde muito cedo, IG esteve envolvido com o mundo das artes e da escrita, mantendo coluna fixa em vários jornais, tanto como cronista quanto contista e comentarista. Seguiu carreira no Banco do Brasil, mas jamais se apartou do universo artístico: viveu dividindo suas habilidades entre as carreiras de bancário, jornalista e artista.


Aos 21 anos, ganhou um concurso de contos e foi premiado por nada menos que Cecília Meireles. O texto, intitulado “A Mesa Redonda”, contava a trajetória de uma mesa (de árvore à lenha) passando pela vida cotidiana dos personagens, "testemunhando" seus dramas e dilemas, em meio ao cenário cultural e político da época. Em função desta premiação, IG partiu de navio - de São Luís rumo ao Rio de Janeiro. A bordo, foram surpreendidos com a notícia de rendição da Alemanha e comemoraram, navegando, o final da Segunda Guerra Mundial, em maio daquele ano.


Gostava de esportes e foi comentarista de futebol, por muitos anos. No Maranhão, torcia pelo Moto Club de São Luís e, no resto do mundo, pelo Flamengo! Mas não se dizia um mero "flamenguista"; considerava-se "mengologista" - um verdadeiro estudioso do Clube!


Autodidata, era dono de vasta cultura, que não deixava de ampliar e refinar. Considerado possuidor de uma inteligência brilhante pelos amigos, era um humanista. Ouvia música diariamente, e seu músico favorito (entre muitos outros) era Glenn Miller. Preocupava-se com o coletivo e refletia diariamente sobre as questões do mundo. Dançava e adorava animais...


Ser humano compassivo e dedicado à família, foi um pai amoroso e um avô excepcional. Chamava a neta - carinhosamente - de "Natália-do-coração-do-vovô".


Morreu em novembro de 1992, aos 68 anos, de câncer.













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