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BIOGRAFIA

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Inaldo Goulart era pintor, escultor, desenhista, ilustrador e escritor. Mostrou sua pintura pela primeira vez na Academia Maranhense de Letras, em 1960. Depois de São Luís, morou alguns anos no Rio de Janeiro e, em 1962, mudou-se para Brasília. Na capital federal, atuou intensamente na vida artística, participando de coletivas, salões e mostras individuais.

 

Dentre suas inúmeras exposições, esteve na Pré-Bienal do Nordeste, em 1970, onde já fazia experimentos de pintura sobre colagem. Expôs regularmente em galerias de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte (e ocasionalmente de outras capitais). Possui trabalhos nas coleções do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Empresas Globo de Televisão, Fundação Cultural do Distrito Federal, Museu Histórico e Artístico do Maranhão e Instituto de Arte Contemporânea do Maranhão, entre outros acervos públicos e particulares.

Nos últimos anos, dedicou-se ao abstracionismo e experimentos que incluem figuras humanas e volumes geométricos. Seu trabalho sempre foi bem avaliada pela crítica e personalidades notórias no mundo das artes, como Ruy Pereira da Silva, à época presidente da Fundação Cultural do Distrito Federal, que descreveu sua pintura como “forte, expressiva e dona de uma eloquência incomum” ou, nas palavras do colega pintor Glênio Bianchetti – “IG é um mestre das cores!"

"IG é um mestre das cores!"

Ao longo dos anos, Inaldo experimentou bastante, alternou fases

abstracionistas e figurativas, mas a marca expressionista se manteve presente em seu trabalho.

 

Seguiu carreira no Banco do Brasil e sua trajetória artística e de escritor

se desenvolveu paralela à de bancário. Suas pinturas apresentavam técnicas diversas – óleo, acrílica, guache, acrílica sobre colagem, entre muitas; pintava sobre papel, tela e Eucatex. Desenvolveu técnicas, empregando acrílica sobre óleo, colagens com areia, relevos com cola e carbono, entre várias. Já as esculturas eram em sua maioria papier mâché, embora também utilizasse metal, massa e outros materiais.

Algumas menções:

“Gosto, acima de tudo, da pintura de Inaldo Goulart, pelo domínio que exerce no ambiente, por meio das cores vivas e abundantes de cada trabalho” Trecho da Crônica da Cidade, de Bernardo Coelho Almeida para o Jornal do Dia – São Luís,

Maranhão.

“O senso de composição e a técnica usada em quadros como "Ciranda" e alguns outros nos fazem acreditar num IG figurativista, comedido e seguro de si. Mas o que prenderá a atenção de todos, em primeiro lugar, é o colorido. A cor nos trabalhos de Inaldo é veemente, e embora se apresente em muitos quadros sob o aspecto decorativo, adquire noutros uma legítima expressão pictórica, encaminhando-nos mensagens que nos atingem profundamente, e apenas pelo que há de intrínseco à linguagem da pintura”Trecho de “A margem de uma exposição”, de José Chagas – São Luís, Maranhão.

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Demônio da invenção pura

“Autodidata e desde muito jovem conduzido por vocação

estética indomável, Inaldo é dono de uma soma de experiências que,

com ponto de partida no figurativo (entre os limites do qual realizara

obra válida, graças à sua sensibilidade ao desenho, à exploração de

uma temática variada e sobretudo ao exercício permanente da

pesquisa) vieram esbarrar no seu atual abstracionismo. Foi dentro

dessa maneira de se exprimir artisticamente que o pintor

maranhense trabalhou as quinze composições presentes nesta

mostra”.

“...Sentimos de imediato, nos jogos de linhas e cores que se

encontram ou se repelem nas superfícies trabalhadas por esse

artista, o reflexo de um superior depoimento íntimo, transfigurado

nos múltiplos matizes de uma linguagem plena de vida e sugestões."

 

"Marcado por um sadio pavor ao definido, não tem o pintor a

preocupação de dar título a seus quadros, aos quais prefere chamar

de “pesquisas estruturais”, por coloca-los (por vezes) numa linha

de montagem onde variam apenas as técnicas e soluções plásticas,

e que é conduzida e valorizada sob os ditames do demônio da

invenção pura”Trechos da crítica de Afonso Félix de Souza,

sobre exposição de IG na Fundação Cultura do Distrito Federal.

Conheça o trabalho de IG

IG morreu em 1992. Em seus anos mais ativos, não era hábito catalogar ou fotografar as obras de arte antes de exposições e vendas; a maior parte do seu trabalho não tem registro de imagem nem localização de acervo. Aqui, está uma pequena parte dos seus quadros, esculturas e croquis, que foram registrados a partir da coleção de sua única fílha.

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