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Menino jornaleiro

Foto do escritor: Inaldo Goulart
Inaldo Goulart
27 de abr.
1 min de leitura

Atualizado: 28 de abr.

Menino jornaleiro da minha infância,

Apregoa que João, o também Lisboa,

Viveu e depois morreu.

Apregoa: parcial, diário e globo,

Isso mesmo

(impaciente só o vento que embala velho ou menino)


Jornaleiro da rua do sol

Que eu escutava, na sombra,

Sem saber que tu gritavas de dia

Mas choravas de noite

Igual a mim, menino sozinho...

 

Um azul tão grande,

Que não coube no meu verso,

Pequeno e pobre.

Só depois queimado, que saudade,

Pelo vermelho do teu beijo...

 

Fechei para balanço.

Se fiz ou deixei de fazer, não conta.

Mas aponta:

Caminhos de pedra,

Onde semearei seixo para colher rocha.

E depois, subverterei o processo,

Fechando para balanço!

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