Literatura poética
- Inaldo Goulart

- 27 de abr.
- 1 min de leitura
Atrás da colina, lá mesmo
Onde a lua se esconde para trocar de roupa
Guardei um desejo
Advinha (rima fácil)
Advinha, meu bem
Quebrar o pé, mas roubar teu beijo.
***
Vou dividir minha saudade em dois pedaços
O que vai contigo, calado,
E o que fica sonhando com tua volta.
***
Meu bem,
Aquele telefone, ali estático,
De um preto dramático,
Sugere saudade de você.
Sei que ele fala por mim,
Mas não sei falar com ele de você...
Na dança circular dos números,
Destes lembro-me agora, meu bem,
Lembro só dos dias que não te vejo:
Três mais três...
E, logo esqueço, porque penso no universo sem tempo,
Que, entre mim e você (sem o telefone ali estático)
Coubesse no espaço de um abraço.
***
É hora de chorar meu amanhã que já passou,
É hora de pedir nada a ninguém.
Esperar pouso das folhas soltas do outono,
E sonhar o futuro da solidão.
***


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